· pitch interno

Documento interno · Confidencial · Julho 2026

*

A IA já sabe desenhar. O que falta é quem decida o que vale a pena desenhar — e prove por resultado.

Julgamento em escala Plataforma de marketing para a PME brasileira *nome candidato — verificação INPI pendente

Navegue com as setas do teclado, espaço ou os botões no canto.

Antes de tudo

Vocês acabaram de julgar um nome sem contexto. Foi de propósito.

12
nomes na mesma régua — 3 candidatos misturados a 9 marcas globais (Stripe, Figma, Nvidia…), sem logotipo e em ordem aleatória.
7
critérios de percepção — força, confiança, premium, memorabilidade, originalidade, tecnologia criativa e potencial global.
1
aposta final — entre Aldina, Subbia e Nanquim: em qual você investiria?

A primeira impressão sem explicação é exatamente o que o nosso cliente sente na venda. Um nome que precisa de contexto cobra imposto de explicação — e nós não temos verba para pagá-lo. Os resultados de vocês entram na decisão, ao lado da verificação formal de marca.

Ato 1 · O problema

“Preciso de peças que não pareçam genéricas — mas não tenho verba para designer sênior.”

Todo dono de PME, em algum momento

De um lado

O genérico barato

Canva, ChatGPT e Midjourney na mão do leigo entregam o estado da arte do genérico: volume que faz a marca desaparecer no feed.

Do outro

O sênior inacessível

Agência e designer de ponta entregam marca de verdade — a um custo que a PME não paga.

No meio

A fissura

A PME brasileira estabelecida — nosso cliente há 20 anos — não é servida por ninguém.

Ato 1 · Por que as ferramentas não resolvem

Dezenas de ferramentas geram. Nenhuma julga.

IA crua produz volume, não marca. Vivemos isso na pele: meses de peças reprovadas — “poluído”, “genérico”, “fora da identidade” — com o cliente leigo sem saber explicar o incômodo e a agência sangrando no relay de reprovação entre três idiomas: cliente, briefing e designer.

Benchmark · jul 2026

5 sistemas “AI CMO”

Analisamos os principais open-source da categoria: todos diagnosticam e geram. Zero têm o crítico que reprova com motivo.

Os líderes

Zeta · Salesforce

Validam a mesma estrutura (humano dirige, agentes executam) — mas são enterprise: caros, complexos, em inglês. A PME brasileira é terra que eles não pisam.

O aprendizado

Ninguém vende “IA”

Os líderes vendem resultado com número — ROAS, ROI, CAC. Nós também: nunca métrica de vaidade.

Ato 1 · Por que agora

Esta empresa não era possível há dois anos.

A virada técnica

Modelos que julgam, não só geram

Gerar peça é commodity desde 2023. O que mudou é que os modelos de fronteira passaram a avaliar com critério — nosso retro-teste cego do crítico bate 84–92% de acerto contra julgamento humano. Sem isso, não existe régua.

A pressão no cliente

O feed ficou insalvavelmente genérico

A mesma IA que barateou a produção inundou o feed. Para a PME estabelecida, parecer genérica deixou de ser detalhe estético — virou invisibilidade comercial.

A janela

Os líderes olham para cima

Zeta e Salesforce validam a estrutura (humano dirige, agentes executam) — mas mirando enterprise, em inglês, caro. A PME brasileira é terra que eles não pisam, e os 5 sistemas open-source da categoria não têm crítico.

A pergunta que este slide responde

Por que ninguém construiu isso cinco anos atrás? Porque o julgamento automatizado não existia — e porque o problema (abundância de genérico) é consequência da própria IA que agora nos permite resolvê-lo.

Ato 2 · A tese

Quatro versões até chegar ao que é escasso.

v1“Agentes de IA”Não diferencia: todo concorrente diz o mesmo.
v2“Humano + IA”Clichê — e impreciso: humano sem critério produz coisa ruim igual.
v3“Bom gosto em escala”Gosto soa estético; e o gosto “de museu” não é o que converte para a PME.
v4“Julgamento em escala”Criatividade ficou abundante. Escasso é decidir qual saída serve ao objetivo — este cliente, este contexto — e provar por resultado.

O moat em uma frase

O diferencial não é gerar — é reprovar com motivo.

Ato 3 · A prova — já executada

A hipótese central já foi testada. Este pitch não é promessa.

Retro-teste cego: o crítico julgou 31 peças históricas sem ver o veredito real do diretor de criação — e comparamos.

84–92%
concordância na reprovação entre o crítico e o diretor humano.
55→84%
trajetória de aprendizado em 3 iterações de rubrica: o sistema aprende o gosto com os motivos do diretor.
1 dia
do zero ao resultado — com US$ 5 de custo de inferência.
§
reprovação com motivo citado: “retângulo preto sobre imagem escura; a metáfora dramatiza o sujeito errado”. Isso nenhum concorrente mostra.

Honestidade metodológica: n=31, um head de criação, intervalo de confiança largo — validação direcional forte, com test set contínuo em produção. É congruente com a marca: anti-mágica, motivo citado.

Ato 3 · Onde estamos, sem maquiagem

O que já está provado — e o que ainda é hipótese.

Evidência — já obtida

Quatro coisas de pé

1. O crítico funciona — retro-teste cego: 84–92% de acerto contra julgamento humano.
2. O produto existe — protótipo navegável de alta fidelidade: proposta → produção → reprovação estruturada → aprovação.
3. O problema é vivido — 20 anos de C3 atendendo esta PME; o relay de reprovação entre cliente, briefing e designer é a dor que origina a régua.
4. O onboarding foi mapeado — POC Enfoque rodada à mão: ~20 h que são a especificação do software.

Hipótese — ainda a validar

Cinco riscos abertos

1. Disposição a pagar R$ 1.200/mês — nenhum contrato assinado neste preço.
2. Churn — desconhecido; o modelo assume zero, o que é otimista por construção.
3. Custo de onboarding — hoje R$ 10 mil manuais; a tese depende de derrubar isso.
4. Canal de aquisição — indicação e carteira C3 são hipótese, não funil validado.
5. Expansão de ticket — se o valor é posicionamento, o preço pode ser maior. Não testado.

A regra da casa

Nenhuma hipótese é apresentada como tração. A POC Enfoque existe para mover itens da coluna da direita para a da esquerda — e o A/B contra o genérico é o instrumento que faz isso.

Ato 4 · O produto

Estúdio, não painel.

A tela é a mesa de trabalho de um diretor de criação — a peça é a protagonista, o julgamento aparece como anotação de margem. Quatro mecanismos, todos já prototipados:

01 · A régua

Critérios explícitos e auditáveis

Destilada de criativos rotulados por objetivo e segmento, cruzada com o design system. A inteligência mora na régua legível — explicável ao cliente, corrigível — não em caixa-preta.

02 · O loop

Direção vs. execução

Quando o cliente reprova, o sistema classifica o incômodo: direção (ângulo errado → volta à estratégia) ou execução (conceito serve → instrução objetiva). Cada decisão alimenta o acervo.

03 · A escala

Rede de curadoria

Designers seniores rotulando contra a mesma rubrica — “serve a este objetivo neste contexto”, nunca “eu gosto”. Escala o julgamento além do founder e é, ela mesma, difícil de copiar.

04 · A prova

A/B contra o genérico

Nossa peça vs. genérico, mesma verba, mesmo público. CTR, CPL, conversão — nunca alcance e impressões, que são função de verba, não de qualidade.

Ato 4 · O fosso

Os modelos melhoram para todos. O acervo é só nosso.

O fosso não é o modelo de IA. É o acervo proprietário de julgamentos ancorados em resultado real — peça → conversão — por segmento, no contexto brasileiro. Matéria-prima que a Make Talk e a C3 já nos dão hoje.

Eles

Canva & cia.

Dados genéricos globais de uso — o que as pessoas fazem, não o que converte.

Nós

Conversão de nicho

Cada peça aprovada, reprovada e medida vira dado que ninguém mais tem: o que funciona para esta PME, neste segmento, no Brasil.

Ato 5 · O tamanho da fissura

O dinheiro já circula. Só não compra qualidade.

R$ 42,7 bi/ano TAM · O oceanoPublicidade digital no Brasil em 2025 (+12,7% a.a.) — a verba que nosso cliente já gasta em mídia e que nossas peças fazem render mais. Fonte: IAB Brasil / Kantar Ibope.
~R$ 6 bi/ano SAM · Quem pagariaPMEs estabelecidas que já investem em divulgação online (48% das MPEs já compraram mídia paga — Sebrae) e pagariam R$ 800–1.500/mês por criação acima do genérico. Estimativa: ~500 mil empresas × R$ 12 mil/ano.
~R$ 24 mi/ano SOM · Onde começamosO nicho ao nosso alcance em 24 meses: PMEs com o perfil-alvo na carteira C3 + o case da POC + indicações — ~2 mil PMEs endereçáveis. Nosso forecast captura 1% disso.

Números em validação — TAM é dado público (IAB Brasil, 2025); SAM e SOM são estimativas internas a refinar antes de qualquer material externo. A direção, porém, é sólida: o Brasil registrou 4,6 milhões de novos pequenos negócios só em 2025.

Ato 5 · O cohort que queremos

Não é “toda PME”. É esta PME.

Perfil

Estabelecida, não iniciante

Empresa com operação real e marca a defender, que fatura R$ 600 mil a R$ 2 mi/ano — quer crescer, mas não tem verba para contratar agência premium.

Dor

Sabe que está genérica

Já tentou Canva, freelancer e agência que não trouxe resultado. Reconhece o problema quando vê — só não sabe descrever nem resolver.

Comportamento

Compra posicionamento

Não compra “IA” nem post avulso. Quer presença que sirva de prova social: peças e conteúdo que sustentam a marca — e, por consequência, vendem.

Beachhead

O perfil é o filtro, não o setor. Começamos pela POC Enfoque — um cliente real, uma peça (criativo Meta), a régua + humano no circuito — e o A/B contra o genérico gerando o case que vende os próximos.

Ato 5 · A estratégia de aquisição

Os 20 clientes não vêm de uma linha chamada “marketing”.

Matemática reversa: para terminar o mês 18 com 20 clientes ativos — assumindo churn de 5% ao ano e ciclo de venda de 45 dias — precisamos de 22 contratos assinados. O funil abaixo é a hipótese que a POC vai calibrar.

EtapaVolume (18 meses)ConversãoDe onde vem
Contas abordadas220Carteira C3 + indicações das sócias + rede do founder
Reuniões realizadas8840%Base quente: relação existente, não cold outbound
Diagnósticos / pilotos4450%O diagnóstico é grátis — é a nossa demo
Contratos assinados2250%Fecha quem vê a peça acima do genérico no A/B
Clientes ativos no m1820−2 churnMeta do forecast
1,2/mês
contratos necessários — ritmo modesto: uma venda a cada 25 dias.
45 dias
ciclo de venda estimado — decisor é o dono, não um comitê.
5
clientes simultâneos — teto de onboarding manual antes de o produto automatizar.

Hipótese explícita, não tração. Nenhuma taxa acima vem de dado histórico da Aldina — são estimativas ancoradas na experiência de venda da C3 para o mesmo perfil. A POC e as 5 primeiras vendas substituem cada número por real. O decisor é o dono da PME (não há comitê de compra); o usuário é ele mesmo ou quem cuida das redes.

Ato 5 · Modelo de negócio

Assinatura simples, ancorada no que a PME já compara.

Canva / ChatGPT

O genérico barato. Volume sem marca — é dele que o cliente quer sair.

~R$ 70–150/mês
Aldina

Bom-e-defensável, com prova. Peças acima do genérico, zero erro tosco, regras de plataforma, julgamento auditável — e A/B mostrando o delta.

R$ 800–1.500/mês
Agência / sênior

O “uau” premiado segue humano e premium (é o mercado da C3, ~R$ 20 mil/mês). Não competimos com ele — eliminamos o tosco e o genérico do mundo.

R$ 3–20 mil/mês
Ticket do forecast: R$ 1.200/mês · contrato mínimo de 6 meses Margem bruta ~87% — COGS é infra + inferência (R$ 150/cliente) Sem receita de implantação: o setup é investimento nosso Upsell: mais marcas/unidades, mais canais, mais volume de peças

Expectativa certa = churn baixo: nunca prometemos “substituir designer”. Prometemos — e medimos — estar sempre acima do genérico.

Ato 5 · Unit economics

As métricas que vamos perseguir — e as que não vamos inventar.

R$ 1.200
ARPA — receita média por conta/mês (faixa 800–1.500).
~87%
margem bruta — COGS de R$ 150 (infra + inferência).
R$ 10k
CAC hoje — quase todo ele é o setup manual. Meta: R$ 1,5–3 mil.
9,5 meses
payback do CAC — cai para ~3 meses quando o setup automatizar.

O que perseguimos

Derrubar o CAC, não inflar o LTV

Com margem bruta alta, o negócio inteiro depende de quanto custa colocar um cliente para dentro. Cada R$ 1 tirado do setup vale mais que R$ 1 de receita nova — por isso a automação do onboarding é a prioridade de produto, não uma otimização.

O que não afirmamos

LTV ainda não validado

Sem retenção real, qualquer LTV seria ficção — e uma relação LTV/CAC “excepcional” seria a primeira coisa que um investidor derrubaria. Meta inicial: comprovar retenção de 12 meses e payback de CAC abaixo de 6 meses. Churn: a medir a partir do 5º cliente.

Acompanhamos desde o dia um: ARPA · CAC (setup + venda) · payback · margem bruta · churn de clientes e de receita · custo de atendimento por cliente · receita de expansão. Custo por entregável já instrumentado desde o protótipo.

Ato 5 · Forecast — 18 meses

20 clientes. R$ 24 mil de MRR. E o que isso não significa.

R$ 24k
MRR no mês 18 — 20 clientes × R$ 1.200.
R$ 288k
ARR run-rate — o MRR do m18 × 12. Não é receita do ano.
R$ 144k
receita reconhecida no ano 1 — rampa linear, sem churn.
1%
do SOM — o forecast é deliberadamente conservador.

Rampa de MRR (R$ mil/mês)

Passe o mouse sobre a curva · marcos diretos na linha

Premissas a validar: POC Enfoque convertendo em contrato pago no M3; 1–2 novos clientes/mês a partir do M6 via case + carteiras C3/Make Talk; churn próximo de zero no período (base quente, expectativa calibrada). Números iniciais para discussão societária — não é material externo.

Ato 5 · A pergunta difícil

Depois dos 20, por que os próximos 100 são mais rápidos e mais baratos?

Vinte clientes e R$ 24 mil de MRR não sustentam, sozinhos, uma tese de investimento. O que sustenta é o que esses 20 constroem: os ativos que fazem o cliente 21 custar uma fração do cliente 1.

CAC ÷ 5
Onboarding vira software — os 20 primeiros setups manuais são a especificação. R$ 10 mil → R$ 1,5–3 mil.
+ acervo
Cada reprovação treina a régua — o crítico fica melhor a cada peça julgada. Dado proprietário que não se compra.
+ prova
Cada A/B vira case — o argumento de venda deixa de ser promessa e passa a ser número do vizinho de segmento.

Canal 1 · Indicação

Base quente da C3 e das sócias — o cliente satisfeito no mesmo segmento é o melhor vendedor.

Canal 2 · Case por segmento

Um A/B ganho num nicho abre o nicho inteiro: mesma dor, mesma linguagem, mesmo argumento.

Canal 3 · Expansão na conta

Mais marcas, mais unidades, mais canais dentro do mesmo cliente — receita que cresce sem CAC novo.

A leitura honesta

Sem a segunda curva, isto é uma boa operação de software — não uma startup escalável. É por isso que a automação do onboarding não é um item de roadmap: é a condição de existência da tese.

Ato 5 · O que está na mesa

Ninguém põe dinheiro. Os dois lados põem trabalho.

Alex · aporte em construção

O produto e a operação

Constrói, roda a POC, atende e dá suporte. O aporte não é capital — é tempo, a preço de mercado, registrado como conta-corrente de sócio: uma dívida que a empresa paga antes de distribuir lucro.

Sócias C3 · aporte em mercado

Apoio, indicações e carteira

Credibilidade no mesmo segmento e porta aberta para o cliente certo. É o que reduz o custo de aquisição e encurta a curva — e reconhece o tempo de estrada em conjunto na C3.

R$ 120k
o produto — 6 meses, 200 h. Vira dívida da empresa no dia zero.
R$ 5k/mês
a operação — 8 h/mês de venda, atendimento e suporte.
R$ 10k
por cliente novo — ~20 h de setup manual (medidas na Enfoque). O cliente não paga implantação.

Aporte em trabalho, não em caixa: nenhuma das sócias precisa desembolsar — e nenhuma assume risco financeiro.

Ato 5 · A conta de um cliente

Cada cliente novo nasce devendo R$ 10 mil.

A R$ 1.200/mês, com custo variável de R$ 150, o cliente devolve R$ 1.050 por mês. O setup manual custa quase dez mensalidades — ele só passa a valer a pena no segundo semestre de contrato.

MensalidadeMargem/mêsSetup R$ 10 mil (hoje)Setup R$ 3 milSetup R$ 1,5 mil
R$ 80065015,4 mesesinsustentável4,62,3
R$ 1.200caso-base1.0509,5 meses2,91,4
R$ 1.5001.3507,4 meses2,21,1
R$ 2.5002.3504,3 meses1,30,6

A trava — e a razão de o produto existir

O setup manual é o gargalo. As ~20 horas gastas na Enfoque não foram desperdício: são a especificação do que precisa virar software. Enquanto o onboarding for manual, crescer consome caixa em vez de gerar.

Ato 5 · A curva da dívida

Quando o aporte é devolvido — e o lucro começa a ser de todos.

Saldo devido ao fundador (R$ mil)

Cruzar o zero é o marco societário: a partir dali, o lucro distribui
36 meses
Como está hoje — setup R$ 10 mil, R$ 1.200/mês. Dívida pica em R$ 231 mil no mês 15.
22 meses
O produto automatiza — setup cai a R$ 3 mil e depois R$ 1,5 mil. Caixa positivo já no mês 7.
15 meses
+ preço de posicionamento — R$ 2.500/mês. A dívida vira em pouco mais de um ano.

A leitura: a diferença entre 3 anos e 15 meses não está em vender mais — está em automatizar o setup e cobrar pelo valor certo. Premissas: 1 cliente novo/mês, churn zero, sem aporte de capital.

Ato 5 · A proposta societária

Constroem desde o dia um; donas quando o modelo se prova.

Alex · 60% Sócia · 20% Sócia · 20%

Fase 1 · Construção

A conta do fundador cresce (produto + operação + setups). Nenhuma distribuição. As sócias contribuem com indicações e apoio.

Fase 2 · Amortização

Caixa operacional positivo. Todo o excedente amortiza a conta do fundador até zerar.

Fase 3 · Lucro

Conta zerada. Distribuição 60/20/20 — a partir daí, o resultado é dos três.

O que isso protege

As sócias entram sem risco de caixa nem necessidade de aporte, e a titularidade se conquista construindo. Em troca, o lucro só pinga depois que o trabalho que criou a empresa estiver pago. É simétrico: quem pôs o risco recupera primeiro; quem pôs mercado vira dona do que ajudou a criar.

A decidir nesta reunião: o mecanismo do ressarcimento (conta-corrente de sócio); a régua de preço; o teto de setups manuais antes de automatizar (sugestão: 5); o que “apoio e indicações” significa em meta concreta; e a relação formal com a Make Talk — empresa própria, segmento próprio, sem dependência de carteira ou dados.

Ato 5 · O convite

Um espaço reservado — para conquistar.

A Aldina ainda está em validação de tese: hoje, todo o desenvolvimento, a infraestrutura e o investimento inicial são do fundador. O convite não é “tomem 20%” — é reservar 20% para cada sócia, uma participação potencial que se conquista construindo a empresa, sem desembolso financeiro.

Reserva · 20% cada

Espaço societário reservado a cada sócia fundadora — potencial, não automático.

Gatilho · break-even

A empresa primeiro recupera o investimento inicial; só então o vesting começa a correr.

Vesting · 4 anos

Aquisição gradual, 25% ao ano a partir do break-even.

Contribuição ativa

Conquista-se construindo: apoio aos primeiros clientes, produto, testes, setups. Sem contribuição, não há conversão.

Lock-up

Quotas nominativas; sem venda, cessão ou transferência a terceiros sem aval dos demais.

Formalização

Quando a tese se provar (~10 primeiros clientes satisfeitos): Contrato Social + Acordo de Quotistas.

O espírito

Não é premiar quem acreditou na ideia — é reconhecer quem ajudou a transformá-la em empresa. Se a dedicação não vier, o fundador reserva-se o direito de não converter, no todo ou em parte. E se alguma sócia não puder seguir, tudo bem: a sociedade e a amizade na C3 seguem exatamente como são.

Por que atrelar ao break-even, e não “4 anos depois” dele: o vesting gradual (25%/ano) evita o efeito “só viro dona daqui a oito anos” — a cada ano após provar o modelo, um quarto é definitivamente seu. Sem risco de caixa, sem aporte.

Ato 6 · A marca

Uma casa editorial e seus instrumentos.

Aldus Manutius, Veneza, 1500: diante da primeira explosão de abundância (a prensa), ele não competiu em volume — competiu em seleção, forma e rigor. Seu livro portátil pôs as grandes obras ao alcance de quem não podia pagá-las. A PME é o leitor do octavo. Editor é a profissão do julgamento em escala.

Marca-mãe

Aldina

A casa. O nome no contrato, no site, na venda — fricção zero, com a história como camada de descoberta. Domínios garantidos: aldina.marketing, .com.br, .ai.

O agente

Dina

Com quem o cliente conversa todo dia (“Dina, faz o post do feriado”). O apelido natural, plantado desde o dia um — playbook Lia Valenor.

O motor

Subbia

Do cinzel de Michelangelo: não cria — remove o excesso até revelar a forma. A régua + o acervo de julgamento.

A criação

Nanquim

A tinta que não aceita borracha: cada traço é decidido. Carrega a narrativa de origem do founder, reservada ao manifesto.

Pendente: INPI classes 35 e 42 (incluindo “Dina”), parecer sobre a ressalva fonética Adin.AI (enterprise americana, sem presença no Brasil) e critério objetivo entre finalistas. Reservas: Subbia, Alidade.

Ato 6 · O plano

O nome veste a empresa. O A/B é que a prova.

Decisões societárias · agora

Relação com a Make Talk, escopo do MVP, economia da rede de curadoria, aprovação do caminho de branding, padrão de prova. Documento próprio já circulado.

Consultoria de branding com escopo fechado · 30 dias

Verificação formal de Aldina + finalistas no INPI, redes sociais, parecer Adin.AI, critério de decisão e prazo-limite.

POC Enfoque — o MVP que prova a tese · 90 dias

Setup completo num cliente leigo real (voz, design system, KV assinado, plano vivo) → ciclo inteiro rodando → A/B contra o genérico, mesma verba, mesmo público → o case que vende os próximos 19.

Já existe: protótipo navegável de alta fidelidade Já existe: crítico validado (84–92%) Já existe: medição AEO/social + custo instrumentado Já existe: domínios garantidos

Ato 6 · A empresa como sequência de riscos removidos

Cada fase mata um risco — com data e com métrica.

FaseRisco que morreMétrica de conclusãoQuando
1 · Prova técnicafeito“A IA sabe julgar?”Crítico com 84–92% de acerto contra humano · protótipo navegável de ponta a pontaconcluída
2 · Prova de valor“A peça é melhor — e alguém paga?”POC Enfoque: ciclo completo rodando + A/B contra o genérico na mesma verba e público90 dias
3 · Prova comercial“Vende de novo, sem o founder no meio?”5 clientes pagantes · onboarding documentado · 1 renovação · processo de venda repetívelm6–m9
4 · Prova de escala inicial“A máquina existe?”20 clientes · R$ 24 mil de MRR · churn e CAC medidos · setup automatizado (CAC < R$ 3 mil) · canal prioritário identificadom18

O critério de parada

Se a fase 2 não produzir o A/B favorável, replanejamos — barato, cedo e com dado. Nada de plataforma antes do mercado dizer sim: runtime, gateway e UI já estão mapeados e não começam antes disso.

Ato 6 · O time

Por que este time tem vantagem particular aqui.

Fundador

Alex — produto e tecnologia

Constrói o produto e roda a POC. 20 anos atendendo exatamente esta PME na C3 — o relay de reprovação entre cliente, briefing e designer não é hipótese de mercado: é a dor que ele viveu e que virou a régua. Acumula a capacidade técnica (arquitetura agêntica, crítico validado) e a comercial (venda consultiva para dono de PME).

Sócias C3

Mercado e distribuição

Carteira e credibilidade no mesmo segmento, construídas em conjunto ao longo de duas décadas. Trazem indicação qualificada e porta aberta — o insumo mais caro de uma operação nova — e histórico de execução conjunta com o fundador.

20 anos
no cliente-alvo — a PME brasileira estabelecida, não um mercado estudado em relatório.
1
fundador em tempo integral — risco de time concentrado; é o que a rodada e as contratações endereçam.
0
contratações até a fase 3 — só depois da prova comercial, e primeiro em produto.

O risco que assumimos em voz alta: a operação depende de um fundador. O plano de contratação começa na prova comercial (fase 3) — produto primeiro, depois customer success. A completar: nomes, papéis formais e bios das sócias antes de qualquer versão externa deste deck.

Ato 7 · O pedido

O que destrava os próximos 90 dias.

De vocês

Investimento & apoio

Aprovação das decisões societárias + verba da consultoria de branding/INPI + horas de venda: intros a clientes candidatos ao piloto. (Valores específicos: pauta da conversa de hoje.)

Os 2 números que provam mercado

Antes de escalar qualquer coisa

3 conversas de venda de piloto pago (R$ 800–1.500/mês) e 1 renovação em 60 dias. Se esses números não vierem, replanejamos — barato, cedo e com dado.

O compromisso

Nada de plataforma antes da validação: runtime, gateway e UI já estão mapeados — e nada disso começa antes do mercado dizer sim.

Anexo · preparado para a versão investidor — valores a definir

Rodada e criação de valor: o capital compra riscos removidos.

O capital não financia “12 meses de operação” — financia a passagem da fase 2 para a fase 4: 20 clientes, R$ 24 mil de MRR, churn e CAC medidos, setup automatizado e canal validado. É essa transformação que define o valor da próxima rodada.

Uso dos recursos

Onde o dinheiro vira ativo

40% produto e tecnologia — automatizar o onboarding é o que derruba o CAC de R$ 10 mil para R$ 1,5–3 mil.
30% comercial e aquisição — as 22 vendas do funil.
20% operação e customer success — atender sem o founder no meio.
10% reserva e administrativo.

Como o valuation será triangulado

Não por múltiplo de ARR projetado

R$ 288 mil de ARR run-rate ainda não existem, e 20 clientes concentram risco. A conversa se ancora em: capital necessário para o próximo milestone · diluição aceitável · tração efetivamente comprovada · tamanho do mercado · valor esperado depois dos riscos removidos.
A definir: valor a captar, faixa de diluição e runway.

O racional, quando os números existirem

“Estamos captando R$ X para validar aquisição, retenção e unit economics, chegando a 20 clientes e R$ 24 mil de MRR. A rodada financia a transformação de uma hipótese de produto em uma operação SaaS comercialmente validada.”

Este slide é anexo: não faz parte da conversa interna de hoje — serve de esqueleto para a versão externa do deck, depois que a fase 2 produzir dado real.

A seguir

Agora, o produto.

Chega de slides. As próximas telas são o protótipo navegável — o estúdio que a Enfoque veria no dia um: a proposta proativa do cérebro, o fluxo de reprovação com pin na arte e o julgamento com motivo citado.

Dashboard proativo Fluxo de reprovação — o moat na UI Direção vs. execução