Documento interno · Confidencial · Julho 2026
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A IA já sabe desenhar. O que falta é quem decida o que vale a pena desenhar — e prove por resultado.
Navegue com as setas do teclado, espaço ou os botões no canto. →
Antes de tudo
Vocês acabaram de julgar um nome sem contexto. Foi de propósito.
A primeira impressão sem explicação é exatamente o que o nosso cliente sente na venda. Um nome que precisa de contexto cobra imposto de explicação — e nós não temos verba para pagá-lo. Os resultados de vocês entram na decisão, ao lado da verificação formal de marca.
Ato 1 · O problema
“Preciso de peças que não pareçam genéricas — mas não tenho verba para designer sênior.”
Todo dono de PME, em algum momento
De um lado
O genérico barato
Canva, ChatGPT e Midjourney na mão do leigo entregam o estado da arte do genérico: volume que faz a marca desaparecer no feed.
Do outro
O sênior inacessível
Agência e designer de ponta entregam marca de verdade — a um custo que a PME não paga.
No meio
A fissura
A PME brasileira estabelecida — nosso cliente há 20 anos — não é servida por ninguém.
Ato 1 · Por que as ferramentas não resolvem
Dezenas de ferramentas geram. Nenhuma julga.
IA crua produz volume, não marca. Vivemos isso na pele: meses de peças reprovadas — “poluído”, “genérico”, “fora da identidade” — com o cliente leigo sem saber explicar o incômodo e a agência sangrando no relay de reprovação entre três idiomas: cliente, briefing e designer.
Benchmark · jul 2026
5 sistemas “AI CMO”
Analisamos os principais open-source da categoria: todos diagnosticam e geram. Zero têm o crítico que reprova com motivo.
Os líderes
Zeta · Salesforce
Validam a mesma estrutura (humano dirige, agentes executam) — mas são enterprise: caros, complexos, em inglês. A PME brasileira é terra que eles não pisam.
O aprendizado
Ninguém vende “IA”
Os líderes vendem resultado com número — ROAS, ROI, CAC. Nós também: nunca métrica de vaidade.
Ato 1 · Por que agora
Esta empresa não era possível há dois anos.
A virada técnica
Modelos que julgam, não só geram
Gerar peça é commodity desde 2023. O que mudou é que os modelos de fronteira passaram a avaliar com critério — nosso retro-teste cego do crítico bate 84–92% de acerto contra julgamento humano. Sem isso, não existe régua.
A pressão no cliente
O feed ficou insalvavelmente genérico
A mesma IA que barateou a produção inundou o feed. Para a PME estabelecida, parecer genérica deixou de ser detalhe estético — virou invisibilidade comercial.
A janela
Os líderes olham para cima
Zeta e Salesforce validam a estrutura (humano dirige, agentes executam) — mas mirando enterprise, em inglês, caro. A PME brasileira é terra que eles não pisam, e os 5 sistemas open-source da categoria não têm crítico.
A pergunta que este slide responde
Por que ninguém construiu isso cinco anos atrás? Porque o julgamento automatizado não existia — e porque o problema (abundância de genérico) é consequência da própria IA que agora nos permite resolvê-lo.
Ato 2 · A tese
Quatro versões até chegar ao que é escasso.
O moat em uma frase
O diferencial não é gerar — é reprovar com motivo.
Ato 3 · A prova — já executada
A hipótese central já foi testada. Este pitch não é promessa.
Retro-teste cego: o crítico julgou 31 peças históricas sem ver o veredito real do diretor de criação — e comparamos.
Honestidade metodológica: n=31, um head de criação, intervalo de confiança largo — validação direcional forte, com test set contínuo em produção. É congruente com a marca: anti-mágica, motivo citado.
Ato 3 · Onde estamos, sem maquiagem
O que já está provado — e o que ainda é hipótese.
Evidência — já obtida
Quatro coisas de pé
1. O crítico funciona — retro-teste cego: 84–92% de acerto contra julgamento humano.
2. O produto existe — protótipo navegável de alta fidelidade: proposta → produção → reprovação estruturada → aprovação.
3. O problema é vivido — 20 anos de C3 atendendo esta PME; o relay de reprovação entre cliente, briefing e designer é a dor que origina a régua.
4. O onboarding foi mapeado — POC Enfoque rodada à mão: ~20 h que são a especificação do software.
Hipótese — ainda a validar
Cinco riscos abertos
1. Disposição a pagar R$ 1.200/mês — nenhum contrato assinado neste preço.
2. Churn — desconhecido; o modelo assume zero, o que é otimista por construção.
3. Custo de onboarding — hoje R$ 10 mil manuais; a tese depende de derrubar isso.
4. Canal de aquisição — indicação e carteira C3 são hipótese, não funil validado.
5. Expansão de ticket — se o valor é posicionamento, o preço pode ser maior. Não testado.
A regra da casa
Nenhuma hipótese é apresentada como tração. A POC Enfoque existe para mover itens da coluna da direita para a da esquerda — e o A/B contra o genérico é o instrumento que faz isso.
Ato 4 · O produto
Estúdio, não painel.
A tela é a mesa de trabalho de um diretor de criação — a peça é a protagonista, o julgamento aparece como anotação de margem. Quatro mecanismos, todos já prototipados:
01 · A régua
Critérios explícitos e auditáveis
Destilada de criativos rotulados por objetivo e segmento, cruzada com o design system. A inteligência mora na régua legível — explicável ao cliente, corrigível — não em caixa-preta.
02 · O loop
Direção vs. execução
Quando o cliente reprova, o sistema classifica o incômodo: direção (ângulo errado → volta à estratégia) ou execução (conceito serve → instrução objetiva). Cada decisão alimenta o acervo.
03 · A escala
Rede de curadoria
Designers seniores rotulando contra a mesma rubrica — “serve a este objetivo neste contexto”, nunca “eu gosto”. Escala o julgamento além do founder e é, ela mesma, difícil de copiar.
04 · A prova
A/B contra o genérico
Nossa peça vs. genérico, mesma verba, mesmo público. CTR, CPL, conversão — nunca alcance e impressões, que são função de verba, não de qualidade.
Ato 4 · O fosso
Os modelos melhoram para todos. O acervo é só nosso.
O fosso não é o modelo de IA. É o acervo proprietário de julgamentos ancorados em resultado real — peça → conversão — por segmento, no contexto brasileiro. Matéria-prima que a Make Talk e a C3 já nos dão hoje.
Eles
Canva & cia.
Dados genéricos globais de uso — o que as pessoas fazem, não o que converte.
Nós
Conversão de nicho
Cada peça aprovada, reprovada e medida vira dado que ninguém mais tem: o que funciona para esta PME, neste segmento, no Brasil.
Ato 5 · O tamanho da fissura
O dinheiro já circula. Só não compra qualidade.
Números em validação — TAM é dado público (IAB Brasil, 2025); SAM e SOM são estimativas internas a refinar antes de qualquer material externo. A direção, porém, é sólida: o Brasil registrou 4,6 milhões de novos pequenos negócios só em 2025.
Ato 5 · O cohort que queremos
Não é “toda PME”. É esta PME.
Perfil
Estabelecida, não iniciante
Empresa com operação real e marca a defender, que fatura R$ 600 mil a R$ 2 mi/ano — quer crescer, mas não tem verba para contratar agência premium.
Dor
Sabe que está genérica
Já tentou Canva, freelancer e agência que não trouxe resultado. Reconhece o problema quando vê — só não sabe descrever nem resolver.
Comportamento
Compra posicionamento
Não compra “IA” nem post avulso. Quer presença que sirva de prova social: peças e conteúdo que sustentam a marca — e, por consequência, vendem.
Beachhead
O perfil é o filtro, não o setor. Começamos pela POC Enfoque — um cliente real, uma peça (criativo Meta), a régua + humano no circuito — e o A/B contra o genérico gerando o case que vende os próximos.
Ato 5 · A estratégia de aquisição
Os 20 clientes não vêm de uma linha chamada “marketing”.
Matemática reversa: para terminar o mês 18 com 20 clientes ativos — assumindo churn de 5% ao ano e ciclo de venda de 45 dias — precisamos de 22 contratos assinados. O funil abaixo é a hipótese que a POC vai calibrar.
| Etapa | Volume (18 meses) | Conversão | De onde vem |
|---|---|---|---|
| Contas abordadas | 220 | — | Carteira C3 + indicações das sócias + rede do founder |
| Reuniões realizadas | 88 | 40% | Base quente: relação existente, não cold outbound |
| Diagnósticos / pilotos | 44 | 50% | O diagnóstico é grátis — é a nossa demo |
| Contratos assinados | 22 | 50% | Fecha quem vê a peça acima do genérico no A/B |
| Clientes ativos no m18 | 20 | −2 churn | Meta do forecast |
Hipótese explícita, não tração. Nenhuma taxa acima vem de dado histórico da Aldina — são estimativas ancoradas na experiência de venda da C3 para o mesmo perfil. A POC e as 5 primeiras vendas substituem cada número por real. O decisor é o dono da PME (não há comitê de compra); o usuário é ele mesmo ou quem cuida das redes.
Ato 5 · Modelo de negócio
Assinatura simples, ancorada no que a PME já compara.
O genérico barato. Volume sem marca — é dele que o cliente quer sair.
~R$ 70–150/mêsBom-e-defensável, com prova. Peças acima do genérico, zero erro tosco, regras de plataforma, julgamento auditável — e A/B mostrando o delta.
R$ 800–1.500/mêsO “uau” premiado segue humano e premium (é o mercado da C3, ~R$ 20 mil/mês). Não competimos com ele — eliminamos o tosco e o genérico do mundo.
R$ 3–20 mil/mêsExpectativa certa = churn baixo: nunca prometemos “substituir designer”. Prometemos — e medimos — estar sempre acima do genérico.
Ato 5 · Unit economics
As métricas que vamos perseguir — e as que não vamos inventar.
O que perseguimos
Derrubar o CAC, não inflar o LTV
Com margem bruta alta, o negócio inteiro depende de quanto custa colocar um cliente para dentro. Cada R$ 1 tirado do setup vale mais que R$ 1 de receita nova — por isso a automação do onboarding é a prioridade de produto, não uma otimização.
O que não afirmamos
LTV ainda não validado
Sem retenção real, qualquer LTV seria ficção — e uma relação LTV/CAC “excepcional” seria a primeira coisa que um investidor derrubaria. Meta inicial: comprovar retenção de 12 meses e payback de CAC abaixo de 6 meses. Churn: a medir a partir do 5º cliente.
Acompanhamos desde o dia um: ARPA · CAC (setup + venda) · payback · margem bruta · churn de clientes e de receita · custo de atendimento por cliente · receita de expansão. Custo por entregável já instrumentado desde o protótipo.
Ato 5 · Forecast — 18 meses
20 clientes. R$ 24 mil de MRR. E o que isso não significa.
Rampa de MRR (R$ mil/mês)
Passe o mouse sobre a curva · marcos diretos na linhaPremissas a validar: POC Enfoque convertendo em contrato pago no M3; 1–2 novos clientes/mês a partir do M6 via case + carteiras C3/Make Talk; churn próximo de zero no período (base quente, expectativa calibrada). Números iniciais para discussão societária — não é material externo.
Ato 5 · A pergunta difícil
Depois dos 20, por que os próximos 100 são mais rápidos e mais baratos?
Vinte clientes e R$ 24 mil de MRR não sustentam, sozinhos, uma tese de investimento. O que sustenta é o que esses 20 constroem: os ativos que fazem o cliente 21 custar uma fração do cliente 1.
Canal 1 · Indicação
Base quente da C3 e das sócias — o cliente satisfeito no mesmo segmento é o melhor vendedor.
Canal 2 · Case por segmento
Um A/B ganho num nicho abre o nicho inteiro: mesma dor, mesma linguagem, mesmo argumento.
Canal 3 · Expansão na conta
Mais marcas, mais unidades, mais canais dentro do mesmo cliente — receita que cresce sem CAC novo.
A leitura honesta
Sem a segunda curva, isto é uma boa operação de software — não uma startup escalável. É por isso que a automação do onboarding não é um item de roadmap: é a condição de existência da tese.
Ato 5 · O que está na mesa
Ninguém põe dinheiro. Os dois lados põem trabalho.
Alex · aporte em construção
O produto e a operação
Constrói, roda a POC, atende e dá suporte. O aporte não é capital — é tempo, a preço de mercado, registrado como conta-corrente de sócio: uma dívida que a empresa paga antes de distribuir lucro.
Sócias C3 · aporte em mercado
Apoio, indicações e carteira
Credibilidade no mesmo segmento e porta aberta para o cliente certo. É o que reduz o custo de aquisição e encurta a curva — e reconhece o tempo de estrada em conjunto na C3.
Aporte em trabalho, não em caixa: nenhuma das sócias precisa desembolsar — e nenhuma assume risco financeiro.
Ato 5 · A conta de um cliente
Cada cliente novo nasce devendo R$ 10 mil.
A R$ 1.200/mês, com custo variável de R$ 150, o cliente devolve R$ 1.050 por mês. O setup manual custa quase dez mensalidades — ele só passa a valer a pena no segundo semestre de contrato.
| Mensalidade | Margem/mês | Setup R$ 10 mil (hoje) | Setup R$ 3 mil | Setup R$ 1,5 mil |
|---|---|---|---|---|
| R$ 800 | 650 | 15,4 mesesinsustentável | 4,6 | 2,3 |
| R$ 1.200caso-base | 1.050 | 9,5 meses | 2,9 | 1,4 |
| R$ 1.500 | 1.350 | 7,4 meses | 2,2 | 1,1 |
| R$ 2.500 | 2.350 | 4,3 meses | 1,3 | 0,6 |
A trava — e a razão de o produto existir
O setup manual é o gargalo. As ~20 horas gastas na Enfoque não foram desperdício: são a especificação do que precisa virar software. Enquanto o onboarding for manual, crescer consome caixa em vez de gerar.
Ato 5 · A curva da dívida
Quando o aporte é devolvido — e o lucro começa a ser de todos.
Saldo devido ao fundador (R$ mil)
Cruzar o zero é o marco societário: a partir dali, o lucro distribuiA leitura: a diferença entre 3 anos e 15 meses não está em vender mais — está em automatizar o setup e cobrar pelo valor certo. Premissas: 1 cliente novo/mês, churn zero, sem aporte de capital.
Ato 5 · A proposta societária
Constroem desde o dia um; donas quando o modelo se prova.
Fase 1 · Construção
A conta do fundador cresce (produto + operação + setups). Nenhuma distribuição. As sócias contribuem com indicações e apoio.
Fase 2 · Amortização
Caixa operacional positivo. Todo o excedente amortiza a conta do fundador até zerar.
Fase 3 · Lucro
Conta zerada. Distribuição 60/20/20 — a partir daí, o resultado é dos três.
O que isso protege
As sócias entram sem risco de caixa nem necessidade de aporte, e a titularidade se conquista construindo. Em troca, o lucro só pinga depois que o trabalho que criou a empresa estiver pago. É simétrico: quem pôs o risco recupera primeiro; quem pôs mercado vira dona do que ajudou a criar.
A decidir nesta reunião: o mecanismo do ressarcimento (conta-corrente de sócio); a régua de preço; o teto de setups manuais antes de automatizar (sugestão: 5); o que “apoio e indicações” significa em meta concreta; e a relação formal com a Make Talk — empresa própria, segmento próprio, sem dependência de carteira ou dados.
Ato 5 · O convite
Um espaço reservado — para conquistar.
A Aldina ainda está em validação de tese: hoje, todo o desenvolvimento, a infraestrutura e o investimento inicial são do fundador. O convite não é “tomem 20%” — é reservar 20% para cada sócia, uma participação potencial que se conquista construindo a empresa, sem desembolso financeiro.
Reserva · 20% cada
Espaço societário reservado a cada sócia fundadora — potencial, não automático.
Gatilho · break-even
A empresa primeiro recupera o investimento inicial; só então o vesting começa a correr.
Vesting · 4 anos
Aquisição gradual, 25% ao ano a partir do break-even.
Contribuição ativa
Conquista-se construindo: apoio aos primeiros clientes, produto, testes, setups. Sem contribuição, não há conversão.
Lock-up
Quotas nominativas; sem venda, cessão ou transferência a terceiros sem aval dos demais.
Formalização
Quando a tese se provar (~10 primeiros clientes satisfeitos): Contrato Social + Acordo de Quotistas.
O espírito
Não é premiar quem acreditou na ideia — é reconhecer quem ajudou a transformá-la em empresa. Se a dedicação não vier, o fundador reserva-se o direito de não converter, no todo ou em parte. E se alguma sócia não puder seguir, tudo bem: a sociedade e a amizade na C3 seguem exatamente como são.
Por que atrelar ao break-even, e não “4 anos depois” dele: o vesting gradual (25%/ano) evita o efeito “só viro dona daqui a oito anos” — a cada ano após provar o modelo, um quarto é definitivamente seu. Sem risco de caixa, sem aporte.
Ato 6 · A marca
Uma casa editorial e seus instrumentos.
Aldus Manutius, Veneza, 1500: diante da primeira explosão de abundância (a prensa), ele não competiu em volume — competiu em seleção, forma e rigor. Seu livro portátil pôs as grandes obras ao alcance de quem não podia pagá-las. A PME é o leitor do octavo. Editor é a profissão do julgamento em escala.
Marca-mãe
Aldina
A casa. O nome no contrato, no site, na venda — fricção zero, com a história como camada de descoberta. Domínios garantidos: aldina.marketing, .com.br, .ai.
O agente
Dina
Com quem o cliente conversa todo dia (“Dina, faz o post do feriado”). O apelido natural, plantado desde o dia um — playbook Lia Valenor.
O motor
Subbia
Do cinzel de Michelangelo: não cria — remove o excesso até revelar a forma. A régua + o acervo de julgamento.
A criação
Nanquim
A tinta que não aceita borracha: cada traço é decidido. Carrega a narrativa de origem do founder, reservada ao manifesto.
Pendente: INPI classes 35 e 42 (incluindo “Dina”), parecer sobre a ressalva fonética Adin.AI (enterprise americana, sem presença no Brasil) e critério objetivo entre finalistas. Reservas: Subbia, Alidade.
Ato 6 · O plano
O nome veste a empresa. O A/B é que a prova.
Decisões societárias · agora
Relação com a Make Talk, escopo do MVP, economia da rede de curadoria, aprovação do caminho de branding, padrão de prova. Documento próprio já circulado.
Consultoria de branding com escopo fechado · 30 dias
Verificação formal de Aldina + finalistas no INPI, redes sociais, parecer Adin.AI, critério de decisão e prazo-limite.
POC Enfoque — o MVP que prova a tese · 90 dias
Setup completo num cliente leigo real (voz, design system, KV assinado, plano vivo) → ciclo inteiro rodando → A/B contra o genérico, mesma verba, mesmo público → o case que vende os próximos 19.
Ato 6 · A empresa como sequência de riscos removidos
Cada fase mata um risco — com data e com métrica.
| Fase | Risco que morre | Métrica de conclusão | Quando |
|---|---|---|---|
| 1 · Prova técnicafeito | “A IA sabe julgar?” | Crítico com 84–92% de acerto contra humano · protótipo navegável de ponta a ponta | concluída |
| 2 · Prova de valor | “A peça é melhor — e alguém paga?” | POC Enfoque: ciclo completo rodando + A/B contra o genérico na mesma verba e público | 90 dias |
| 3 · Prova comercial | “Vende de novo, sem o founder no meio?” | 5 clientes pagantes · onboarding documentado · 1 renovação · processo de venda repetível | m6–m9 |
| 4 · Prova de escala inicial | “A máquina existe?” | 20 clientes · R$ 24 mil de MRR · churn e CAC medidos · setup automatizado (CAC < R$ 3 mil) · canal prioritário identificado | m18 |
O critério de parada
Se a fase 2 não produzir o A/B favorável, replanejamos — barato, cedo e com dado. Nada de plataforma antes do mercado dizer sim: runtime, gateway e UI já estão mapeados e não começam antes disso.
Ato 6 · O time
Por que este time tem vantagem particular aqui.
Fundador
Alex — produto e tecnologia
Constrói o produto e roda a POC. 20 anos atendendo exatamente esta PME na C3 — o relay de reprovação entre cliente, briefing e designer não é hipótese de mercado: é a dor que ele viveu e que virou a régua. Acumula a capacidade técnica (arquitetura agêntica, crítico validado) e a comercial (venda consultiva para dono de PME).
Sócias C3
Mercado e distribuição
Carteira e credibilidade no mesmo segmento, construídas em conjunto ao longo de duas décadas. Trazem indicação qualificada e porta aberta — o insumo mais caro de uma operação nova — e histórico de execução conjunta com o fundador.
O risco que assumimos em voz alta: a operação depende de um fundador. O plano de contratação começa na prova comercial (fase 3) — produto primeiro, depois customer success. A completar: nomes, papéis formais e bios das sócias antes de qualquer versão externa deste deck.
Ato 7 · O pedido
O que destrava os próximos 90 dias.
De vocês
Investimento & apoio
Aprovação das decisões societárias + verba da consultoria de branding/INPI + horas de venda: intros a clientes candidatos ao piloto. (Valores específicos: pauta da conversa de hoje.)
Os 2 números que provam mercado
Antes de escalar qualquer coisa
3 conversas de venda de piloto pago (R$ 800–1.500/mês) e 1 renovação em 60 dias. Se esses números não vierem, replanejamos — barato, cedo e com dado.
O compromisso
Nada de plataforma antes da validação: runtime, gateway e UI já estão mapeados — e nada disso começa antes do mercado dizer sim.
Anexo · preparado para a versão investidor — valores a definir
Rodada e criação de valor: o capital compra riscos removidos.
O capital não financia “12 meses de operação” — financia a passagem da fase 2 para a fase 4: 20 clientes, R$ 24 mil de MRR, churn e CAC medidos, setup automatizado e canal validado. É essa transformação que define o valor da próxima rodada.
Uso dos recursos
Onde o dinheiro vira ativo
40% produto e tecnologia — automatizar o onboarding é o que derruba o CAC de R$ 10 mil para R$ 1,5–3 mil.
30% comercial e aquisição — as 22 vendas do funil.
20% operação e customer success — atender sem o founder no meio.
10% reserva e administrativo.
Como o valuation será triangulado
Não por múltiplo de ARR projetado
R$ 288 mil de ARR run-rate ainda não existem, e 20 clientes concentram risco. A conversa se ancora em: capital necessário para o próximo milestone · diluição aceitável · tração efetivamente comprovada · tamanho do mercado · valor esperado depois dos riscos removidos.
A definir: valor a captar, faixa de diluição e runway.
O racional, quando os números existirem
“Estamos captando R$ X para validar aquisição, retenção e unit economics, chegando a 20 clientes e R$ 24 mil de MRR. A rodada financia a transformação de uma hipótese de produto em uma operação SaaS comercialmente validada.”
Este slide é anexo: não faz parte da conversa interna de hoje — serve de esqueleto para a versão externa do deck, depois que a fase 2 produzir dado real.
A seguir
Agora, o produto.
Chega de slides. As próximas telas são o protótipo navegável — o estúdio que a Enfoque veria no dia um: a proposta proativa do cérebro, o fluxo de reprovação com pin na arte e o julgamento com motivo citado.